c. 2600 a.C. As talas mais antigas que sobreviveram Duas múmias egípcias enterradas em Naga ed-Dêr foram encontradas com fraturas de fêmur e antebraço ainda imobilizadas por talas de casca de palmeira envolta em linho.
A descoberta é de 1903, durante a expedição Hearst dirigida por George Reisner, cerca de 160 km ao norte de Luxor. As talas eram tábuas de casca de palmeira acolchoadas e enroladas em linho, presas por bandagens. Em fraturas expostas havia ainda fibras vegetais tamponando a ferida — algumas com resíduos de sangue preservados por milênios.
O que isso ensina: os três princípios que usamos hoje já estavam lá — imobilizar o segmento, distribuir a pressão com uma interface macia e proteger a ferida. Mudaram os materiais, não a lógica.
Smith GE. The most ancient splints. BMJ 1908;1:732-6. · Colton C. Orthopaedic challenges in Ancient Egypt. Bone & Joint 360, 2013.